AAMAPEM – UMA ASSOCIAÇÃO EM PROL DA HISTÓRIA DO MARANHÃO.
Em 15 de junho de 2007, um grupo de pesquisadores, historiadores e pessoas da comunidade, incentivados pela professora Maria Helena Pereira Espínola, à época Chefe do Arquivo, formou-se com o propósito de fundar uma associação, sem fins lucrativos, para apoiar a atuação do Arquivo Público do Estado do Maranhão (APEM), guardião de rico acervo sobre a História maranhense. Surgia a Associação de Amigos do Arquivo Público do Estado do Maranhão (AAMAPEM). Eleita a nova diretoria no último mês de junho, a AAMAPEM tem buscado dinamizar sua atuação em prol da conservação e divulgação do acervo histórico-documental do APEM. Abaixo, entrevista com o tesoureiro da AAMAPEM, o pesquisador João Dias Rezende Filho.
Jornal Pequeno – Explique-nos qual a finalidade da AAMAPEM?
João - A AAMAPEM tem como finalidade principal congregar aqueles que freqüentam o Arquivo Público e utilizam-se do seu acervo em suas pesquisas e trabalhos, que são, justamente, os amigos do Arquivo e promover projetos e atividades para a conservação, preservação e divulgação da documentação existente no Arquivo. Outra finalidade, aliás, importantíssima, da AAMAPEM é captar recursos para a execução dos projetos de preservação e divulgação, para isto, temos a anuidade dos sócios, que, infelizmente, não é suficiente. Precisamos de maior adesão e compromisso daqueles que já são sócios e, também, a adesão ativa de novos amigos para contribuir com a preservação da rica história maranhense. Também buscamos recursos por meio de projetos junto a órgãos como o BNDES, mas não é fácil ter os projetos aprovados porque a concorrência é grande, já que muitas são as instituições que pleiteiam recursos. Estamos, pois, abertos a doações e patronatos.
JP – Quais são os documentos que existem no acervo do APEM?
João - Há uma variedade grande de documentos, desde aqueles do período do Maranhão colonial, como as correspondências entre o governo colonial e a metrópole, Portugal, livros de registros de patentes, de registros de datas e sesmarias, muitos documentos preciosos dos séculos XVII, XVIII, XIX e também, do século passado, como o acervo que pertenceu ao DOPS na época do regime militar. Temos ainda o acervo pertencente à Arquidiocese de São Luís, composto por livros de registros de batismos, casamentos, óbitos, estatutos de irmandades, processos eclesiásticos, como as justificações de batismo e o Vita et Moribus, que é uma investigação sobre a vida e o comportamento dos candidatos às ordens sacras antes de serem ordenados padres e muitos outros documentos interessantes. É, portanto, um acervo muito rico que é fonte essencial para pesquisadores e para qualquer pessoa que queira conhecer com mais acuidade a história de nossa gente e de nosso estado.
JP – Fale-nos sobre os atuais projetos da AAMAPEM?
João - Estamos com um projeto importante em andamento, apoiado pelo BNDES, de restauração de mais de 100 códices e documentos avulsos, dentre os quais dezenas de livros de registro geral dos atos do governo do Maranhão do século XVIII ao XIX e livros de registros de passaportes também dos séculos XVIII e XIX, dentre outros. O projeto teve início em junho do ano passado com a reforma do laboratório do Arquivo e a aquisição de novos e modernos equipamentos para a restauração dos documentos. Outro projeto em andamento é o da publicação de edições de catálogos e índices de importantes documentos oferecendo ao público estudioso uma relevante ferramenta de pesquisa. Já foram publicadas duas obras, o Catálogo dos Registros Gerais, que contém o registro de atos e correspondência entre o Maranhão e Portugal do período de 1754 a 1828 e outra intitulada Retratos do Maranhão Colonial que trata da correspondência oficial de Joaquim de Mello e Póvoas que governou o Maranhão por um longo período em fins do século XVIII. Outras publicações esperam recursos para serem editadas. Outro projeto, muito singelo, é o nosso blog, que já está no ar no endereço www.aamapem.blogspot.com e para o qual pedimos a colaboração de nossos sócios para atualizarmos e aumentarmos o seu conteúdo. Temos a intenção de que ele evolua para um site, mas ainda não temos recursos suficientes para as despesas.
JP – Quais são as perspectivas para o Arquivo e a Associação e como as pessoas podem se tornar sócias da AAMAPEM?
João - Queremos continuar trabalhando para a conservação deste acervo histórico tão importante para todos nós e organizar vários projetos e eventos que ajudem a preservar e tornar conhecido o acervo do Arquivo Público. O APEM é um órgão estadual, subordinado à Secretária da Cultura, mas que, infelizmente, parece estar um pouco esquecido. Conclamo, em meu nome e no da AAMAPEM, que as pessoas de boa vontade, sobretudo os intelectuais de nossa terra, os estudiosos, os historiadores e, também, empresários, possam juntar-se a nós para colaborar nesta causa que, creio, sinceramente, é uma boa causa, pois, por meio da História aprendemos sobre nós mesmos e podemos construir um presente melhor e, como disse Bossuet, que apesar de defensor do absolutismo, tem esta frase interessante, a História é o grande espelho da vida humana que instrui com a experiência e corrige com o exemplo. Penso que, nesta frase já há certo foco no homem como verdadeiro protagonista da História e são destes homens e mulheres que nossa associação e o Arquivo Público precisam, para que deixemos às futuras gerações um legado importante de amor e respeito à cultura. Para os que desejam se associar podem nos contactar na sede do Arquivo Público, na Rua de Nazaré, 218 ou pelo e-mail aamapem@yahoo.com.br e solicitar a ficha de inscrição e adesão.
Gostava que me ajudassem a encontrar informações sobre o Desembargador Joaquim José de Castro que exerceu funções por alguns anos em S.Luís do Maranhão(sec. XIX) e teve vários filhos. Uma das filhas chamava-se Luísa Maria Castro,que nasceu na freguesia da Vitória da cidade do Maranhão, no Brasil, por volta de 1809. Será possível conseguir ajuda do Arquivo Público do Maranhão para conseguir o registro de nascimento dos filhos d Joaquim José Castro, principalmente da Luisa Maria Castro, porque não sei se os outros filhos nasceram no Maranhão.
ResponderExcluirObrigada.
Margarida S.